E Assim A Morte Não Terá Nenhum Domínio ~ Dylan Thomas

Riding with Death, 1988 ~ Jean-Michel Basquiat

E Assim A Morte Não Terá Nenhum Domínio

E a morte não terá domínio.
Os homens mortos e nus, se juntarão
Aos homens no vento sob a lua em declínio;
Quando seus ossos forem descarnados, descarnados ossos serão,
Terão então estrelas no cotovelo e no pé;
Embora enlouqueçam, manter-se-ão sãos,
Embora naufraguem, do mar novamente emergirão;
Embora amantes apartados, o amor persistirá contramaré;
Assim a morte não terá domínio.

E a morte não terá domínio.
Sob os redemoinhos do mar,
Eles, deitados apenas, não morrerão em vão;
Contorcendo-se em martírios por seus tendões rompidos,
Acorrentados e torturados, ainda assim não sucumbirão;
Em suas mãos a fé valerá o dobro,
E o mal do unicórnio se perderá entre os sobros;
Dividirão as extremidades até não mais partirem;
Assim a morte não terá domínio.

E a morte não terá domínio.
Gaivotas não gritarão mais em seus ouvidos
Nem ondas quebrarão forte nas praias;
Onde secou uma flor, nunca mais uma flor
Se ergerá para os golpes da chuva;
Embora estejam tortas e mortas, como pregos
Suas cabeças serão cravadas entre as margaridas;
Desafiando o sol até que o sol se rompa,
Assim a morte não terá domínio.

And Death Shall Have No Dominion
Dylan Thomas

And death shall have no dominion.
Dead man naked they shall be one
With the man in the wind and the west moon;
When their bones are picked clean and the clean bones gone,
They shall have stars at elbow and foot;
Though they go mad they shall be sane,
Though they sink through the sea they shall rise again;
Though lovers be lost love shall not;
And death shall have no dominion.

And death shall have no dominion.
Under the windings of the sea
They lying long shall not die windily;
Twisting on racks when sinews give way,
Strapped to a wheel, yet they shall not break;
Faith in their hands shall snap in two,
And the unicorn evils run them through;
Split all ends up they shan’t crack;
And death shall have no dominion.

And death shall have no dominion.
No more may gulls cry at their ears
Or waves break loud on the seashores;
Where blew a flower may a flower no more
Lift its head to the blows of the rain;
Though they be mad and dead as nails,
Heads of the characters hammer through daisies;
Break in the sun till the sun breaks down,
And death shall have no dominion.

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