Carpe Diem ~ Mário Faustino

 

Carpe Diem

What do I do of this day, which adores me?
Pull him by the tail, suddenly
Before the redness sneaks from my feast?
Or catch him in a word, in a song,
Vowing the sun, engrave the day in a stone?
Braveness is storing him in me, so at least
One of these tremendous nights she leaves her nest
Taking him from the previous night, blest
Slave of the female from whom he had ran way
For me, for my voice, for my everyday.

(But now I see the shadows covering
So deaf to the noble dream of staying.
The – already death – moonlight stay,
Built in betrayal: it goes away.)

Mário Faustino was born in Teresina, Piauí, on October 22, 1930. He started his journalism career as a columnist in a periodic called A Província do Pará, at 16. He got a bursary in California from 1951 to 1952, where he studied English literature. He published only one book in life – O Homem e a sua Hora (The man and his Time), in 1955. He worked for UN as translator, in New York, from 1959 to 1960. He died on November 27, 1962, victim of a plane crash in Peru, while traveling in a journalistic mission.

Carpe Diem

Que faço deste dia, que me adora?
Pegá-lo pela cauda, antes da hora
Vermelha de furtar-se ao meu festim?
Ou colocá-lo em música, em palavra,
Ou gravá-lo na pedra, que o sol lavra?
Força é guardá-lo em mim, que um dia assim
Tremenda noite deixa se ela ao leito
Da noite precedente o leva, feito
Escravo dessa fêmea a quem fugira
Por mim, por minha voz e minha lira.

(Mas já de sombras vejo que se cobre
Tão surdo ao sonho de ficar – tão nobre.
Já nele a luz da lua – a morte – mora,
De traição foi feito: vai-se embora.)

 

Mário Faustino nasceu em Teresina, Piauí, em 22 de outubro de 1930. Iniciou no jornalismo como cronista em Belém em A Província do Pará, aos 16 anos. Foi bolsista na Califórnia, de 1951 a 1952, onde estudou literatura de língua inglesa. Publicou um só livro – O Homem e sua Hora, em 1955. Foi tradutor da ONU, em Nova York, de 1959 a 1960. Faleceu em 27 de novembro de 1962, vítima de um acidente aéreo no Peru, quando viajava em missão jornalística.

* Eduardo Miranda is musician, writer, poet, and translator. As musician he was WEJAH‘s lead guitar and co-founder. Nowadays he develops The Virtual Em3 project, leads the guitar in The Wellfish and contributes to the Stillwater Project. As poet and writer, he has published Quase (Casa Pyndahýba, 1998) and the collections Amigos (Casa Pyndahýba, 1994) and Contra Lamúria (Casa Pyndahýba, 1995). Editor of the e-zine TUDA, he also writes in some blogs and works as ICT Consultant in Dublin.


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